The Dangling Conversation pt.1

Olá, eu sou o Luis, também conhecido por outros nomes/apelidos como lulu e night. Estou neste blog basicamente desde o começo de 2013 [?] e não postei nada ainda por motivos de vadiagem.

Apesar desse fato, dediquei meu ano à audição de vários lançamentos de discos de música que me interessavam, durante este período fui consolidando vários conceitos que considero importantes para a crítica artística, é sobre alguns desses conceitos que falarei neste primeiro momento.

Antes de falar sobre isso mais a fundo falarei brevemente sobre essa pessoa que vos escreve e aproveitarei para introduzir o assunto no intermeio.

Sou amigo do Herect há muito tempo e tive o “prazer” de conhecer o House, Hegff, Kage e Vaca (nesta ordem) de 2009 pra cá. Apesar de alguns deles estarem ausentes das discussões no chat do blog, ainda assim conseguimos trocar informações e discutir coisas que nos interessam quase sempre. Conheci todos em fóruns, mas o caso mais especifico é que eu e o Herect nos conhecemos desde 2008, a partir de então, por algum motivo misterioso, acabamos entrando em uma jornada de aprendizado sobre o nosso endless world. Não seguimos o mesmo roteiro, não temos as mesmas percepções, mas sempre procuramos discutir e compartilhar nossos pontos de vista; esse tipo de interação ajudou muito meu crescimento como indivíduo.

E não por acaso é exatamente sobre isso que eu venho falar neste post. Venho percebendo que as pessoas em geral evitam discussão, não sabem lidar com crítica, tem problemas para argumentar e, principalmente, existem certos conceitos que são amplamente aceitos/difundidos sem algum questionamento cujos considero pejorativos para a formação intelectual. Por este motivo necessito de expor algumas coisas para as senhoras e senhores leitores com o intuito de gerar uma reflexão antes de começar a escrever sobre assuntos específicos como música ou qualquer outra forma de arte.

Discussão sobre a filosofia básica da formação de opinião e análise crítica:

O que antecede a opinião? Já pararam para refletir a respeito de como vocês emitem suas opiniões? Como analisam o objeto de discussão? Já ponderou sobre os seus critérios, se eles foram apenas aceitos ou partiram de um raciocínio lógico? Eu não posso responder todas essas perguntas para vocês, já que a maioria é de âmbito pessoal, mas eu pretendo dar meu ponto de vista sobre o que envolve esse tema e algumas de suas implicações diretas.

O indivíduo constrói sua personalidade a partir de suas experiências e seu raciocínio, mas qual a relação entre experiências, raciocínio e a formação de opinião? Para responder isso preciso introduzir os conceitos de consenso e tradição.

Consenso: Acordo entre vários indivíduos sobre determinado assunto. O conceito de consenso permeia o conceito de axioma, que é a verdade aceita (consensual), princípio lógico evidente. Não absoluto, no entanto.

Tradição: Conjunto que engloba os consensos ao longo do tempo; por ela entende-se história, legado e influência.

Uma vez definidos esses conceitos é mais fácil explicar como funciona o princípio básico da formação de opinião. As experiências de uma pessoa surgem pelo ato de interagir com o seus arredores e entrar em contato com a tradição. O raciocínio por sua vez é moldado pelo contato com a tradição, no entanto este vai além e também questiona o próprio consenso ou a lógica por trás do consenso. Na sua primeira experiência não existe parâmetros de comparação, porém se o indivíduo se depara com outra situação ele terá acumulado experiências e assim poderá usar o que viveu anteriormente como base para analisar e agir.

Adquirindo experiências (aprendendo sobre a tradição) e raciocinando (analisando a lógica por trás dos conceitos) a pessoa começa a adotar critérios; à medida que a pessoa obtém outras experiências e se depara com situações ou temática semelhante, ela passa a adotar um método de abordagem. Com a concepção do critério e método o indivíduo passa a dar valor diferente às coisas, isso, meus caros, é a formação de opinião.

Mas a questão da tradição e do consenso não apenas ajudam a moldar o indivíduo, elas são ponto de partida fundamental para o desenvolvimento de qualquer coisa. Os consensos variam de acordo com o objeto analisado, pois a lógica para sua abordagem depende exatamente do que se está debatendo. Por exemplo, a lógica para abordagem científica não pode ser a mesma da lógica para abordagem política, pois os objetos analisados são diferentes e assim por diante, porém, o que existe de comum entre elas é que a partir da análise lógica, definição dos consensos e construção da tradição esses objetos de análise podem atingir objetivos. Se por algum motivo essa relação não existe no plano social, resta apenas o primitivismo.

Tendo isso em vista, é importantíssimo saber que por vezes apenas a bagagem adquirida pelas experiências é o suficiente para tornar o raciocínio e por sua vez a formação de opinião da pessoa semelhante com a previamente construída por outrem. Isso ocorre muito quando a pessoa se depara com uma ideologia e apenas a aceita sem contestação (sem um dos passos para a formação de opinião, que no caso é o questionamento da lógica por trás dos consensos), não pretendo abordar todos os casos possíveis desse fenômeno, mas um em especial me interessa para o tópico da formação de opinião, o que leva diretamente para a análise crítica: a relativização da opinião.

Existe um conceito bastante difundido que se refere sobre a opinião ser algo completamente individual e relativizado, também conhecido como relativismo absoluto. Este conceito implica para os seus adeptos que o método de abordagem e os critérios da pessoa não têm necessariamente de se correlacionar com a lógica, consensos e tradição do objeto analisado. Repetindo a frase anterior de forma mais clara: a opinião da pessoa é autossuficiente, não importa se ela é muito ou pouco embasada, o peso dela é o mesmo independente do indivíduo, portanto deve ser considerada (e aceita) da mesma forma pelos outros.

Apenas situando desta forma é fácil de notar que esse fenômeno ocorre a todo o momento, mas por que ela é tão negativa? Simples, este tipo de ideologia mata todo o propósito da discussão, da troca de informações sobre determinado assunto, já que a opinião para este sujeito é completa em si mesma, o que obviamente não é verdade, pois nada é absoluto (como já expliquei a base de tudo é consensual, logo nem ela é absoluta) e por lógica básica, nem mesmo a relatividade da opinião sobre algo pode ser absoluta. Esse pensamento é argumento suficiente para negar a busca por conhecimento (bilu chora) e não aceitar outras opiniões, principalmente por não enxergar que o propósito da discussão é o crescimento intelectual dos envolvidos. Porém não é só isso, as implicações mais profundas deste tipo de pensamento levam ao oposto do que a análise crítica propõe, que exatamente o tópico que abordarei agora.

Se a análise crítica é o oposto do relativismo absoluto, então o que precisamente é ela? É a tentativa de integrar o objeto avaliado ao seu contexto maior, isto é, analisar o objeto pelas perspectivas pessoais delimitando critérios e método, no entanto também amparar as observações individuais na tradição, consensos e lógicas inerentes ao tema cujo objeto pertence. Isso pode soar um pouco exagerado, trabalhoso demais, porém é assim que a evolução intelectual acontece, é exatamente pelo esforço que se atinge metas mais próximas do ideal.

Então é isso, apenas gostaria de deixar essa pequena argumentação sobre como penso em relação à análise crítica em geral, isso me poupará muito esforço em responder pessoas que por acaso não compreendam o método que uso. Espero que esta breve explicação sirva como material de reflexão para quem ler, talvez esteja um pouco abstrato, devido à falta de exemplos, mas estou livre para responder qualquer dúvida. Este assunto não acaba por aqui, existem outras coisas relacionadas a este assunto que quero abordar em outro momento, mas quem sabe não rola um spoiler aqui nos comentários.

 

É um prazer voltar a escrever no blog e espero que possamos reanima-lo e trazer conteúdo de qualidade para vocês. Até a próxima e beijo molhado do lulu.

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Sobre Night o Tritão

Um tritão muito pimpão
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12 respostas para The Dangling Conversation pt.1

  1. arishis disse:

    Belo post.
    Essa problema é o que sempre ocorre nós blogs e fóruns, as pessoas querem dar peso igual para as opiniões embasadas no pessoal e quando sofrem um contra-argumentação não são capazes de se defender e apelam para o relativismo.Sei que é difícil ser imparcial , mas é importante ressaltar o que é consenso e o que é pessoal.

  2. Lucas Gabriel disse:

    Belo texto! Concordo com o raciocínio, o que penso sobre isso:

    Assim como o “relativismo absoluto” é capaz de acabar com o propósito de uma discussão, o pensamento que é possível analisar ou ranquear algo conforme algo fixo, excluindo o individual, funciona da mesma forma.

    Quando o “Bom” e o “Ruim” se tornar algo fixo, que dispensa o pessoal, não existirá mais motivos para discussão.

    Ou seja, a analise não pode ser feita só com base no pessoal, mas o pessoal não pode ser totalmente dispensado.

  3. anachan disse:

    Replicando meu post do fórum, haha
    eu acho isso mais complicado do que parece a princípio, até porque vc fala do relativismo, e eu mesma sou bastante relativista e considero ele muito importante pra análises culturais mais livres de pressupostos e visões etnocêntricas, etc.

    e sim, as experiências e bagagem e contexto de vida de cada um vão diferenciar a interpretação de cada um em cima do objeto em questão (seja uma música, um anime, um filme, etc). Mas essas coisas são sujeitas a interpretação mesmo, não são absolutas. Um professor meu uma vez citou: “quando uma pessoa lê um livro, ela não lê só esse livro, mas todos os livros que ela ja leu na vida junto com ele.” As associações são muito pessoais mesmo. (dsclpa @chriss, sou dessas Icon_lol)

    Uma cena de filme vista por 30 pessoas diferentes provoca 30 interpretações diferentes, embasadas tecnicamente ou não. E quer saber, eu acho isso lindo e foda. Informação não é decodificada de uma maneira fixa, ela é interpretada, então aquele diagrama básico de emissor/receptor já caiu fora na teoria da comunicação. To sem os textos sobre isso nesse pc, mas achei um aqui que fala a respeito:

    “O emissor não emite mais no sentido que se entende habitualmente. Ele não propõe mais uma mensagem fechada, ao contrário, oferece um leque de possibilidades, que coloca no mesmo nível, conferindo a elas um mesmo valor e um mesmo estatuto. O receptor não está mais em posição de recepção clássica. A mensagem só toma todo o seu significado sob a sua intervenção. Ele se torna, de certa maneira, criador. Enfim, a mensagem que agora pode ser recomposta, reorganizada, modificada em permanência sob o impacto cruzado das intervenções do receptor e dos ditames do sistema, perde seu estatuto de mensagem ‘emitida’.”
    Fonte: http://www.senac.br/informativo/bts/263/boltec263c.htm

    Então dizer “vc não entendeu essa obra” fica mto relativo mesmo. Icon_lol Então discutiremos entre nós, pra sempre, sobre cada episódio e capítulo de tudo que existe na Terra, com infinitas visões diferentes.

    Agora, se a pessoa não quiser discutir e preferir ficar com a opinião dela a respeito de alguma coisa sem ouvir o outro lado, não tem jeito.

    O que concordo é que, mesmo considerando o aspecto relativo, quando você se propõe a fazer uma análise de algo pra valer, por exemplo pra um blog ou revista, tem que ter uma linha de raciocínio ou uma teoria pra se guiar, mesmo que ela não seja absoluta, ou cai só no rage ou fanboyismo puro mesmo. Por exemplo, vou abrir aqui uma coisa, eu acho que analisar animes sem ter ao menos uma noção da teoria e características do cinema empobrece muito.

    Mesmo se vc pegar, por exemplo, alguém da escola americana de cinema e alguém da escola europeia, e colocar pra analisar a mesma coisa, vão sair duas análises muito diferentes, mesmo sem contar o resto da bagagem deles que vai influenciar.

    >2 centavos que viraram 20 mas tudo bem, hehe

    • Então ana, o que você falou ai é constatado por muitos faz tempo, mas você e outros parece que não compreenderam que minha crítica não é contra o relativismo da opinião, é contra o seu estado máximo. Por isso vou quotar aqui o parágrafo que escrevi ali:

      Quote:
      “Mas a questão da tradição e do consenso não apenas ajudam a moldar o indivíduo, elas são ponto de partida fundamental para o desenvolvimento de qualquer coisa. Os consensos variam de acordo com o objeto analisado, pois a lógica para sua abordagem depende exatamente do que se está debatendo. Por exemplo, a lógica para abordagem científica não pode ser a mesma da lógica para abordagem política, pois os objetos analisados são diferentes e assim por diante, porém, o que existe de comum entre elas é que a partir da análise lógica, definição dos consensos e construção da tradição esses objetos de análise podem atingir objetivos. Se por algum motivo essa relação não existe no plano social, resta apenas o primitivismo.”

      Você argumentou bem a favor do relativismo individual (o qual nunca neguei a importância), só que como eu disse ai, para a produção intelectual se forma consensos e tradição que simplesmente existem. Por exemplo, tudo que se tem por definições, ideologias, códigos, instruções e métodos é consensual, a união disso tudo através do tempo em determinado assunto é a tradição. É exatamente por isso que eu disse que o juízo de valor quem faz é o indivíduo por meio de comparação, dai a importância da bagagem, pois às vezes a apenas a tradição é respaldo suficiente para a argumentação.

      Acho que isso é o bastante pra dizer que a análise depende sim de unir a opinião pessoal ao seu contexto real (lógica, tradição e consensos do tema abordado).

  4. Ótimo texto, apesar de difícil de digerir pela sua densidade.

    Esperando a parte 2.

  5. Alkapile disse:

    Belo post e já dando boas-vindas adiantado para o novo blogueiro.

    Com relação ao tema do post, é um assunto deveras complicado, pois como você disse, as pessoas evitam o diálogo. Mas acredito que não seja apenas por não saberem lidar com a crítica, mas sim porque pelo menos para mim, uma discussão na internet nunca terá fim, acaba virando um loop onde nem uma das partes irá ceder no seu ponto de vista. E já deixando claro aqui que a crítica que você menciona não seja uma crítica com a intenção de diminuir, desmerecer ou simplesmente desclassificar a relevância de uma obra em questão. Muitas pessoas infelizmente possuem a ideia de que uma crítica é simplesmente difamar uma obra específica. O que não é bem isso. A crítica consiste no uso dela para discenir, avaliar e contrapor os pontos positivos e negativos com o intuito de no fim, chegar numa conclusão específica, podendo ser positiva ou negativa.

    Eu costumo discutir na internet usando boa parte da minha bagagem cultural adquirido ao longo do tempo, experiências que ajudam a destrinchar uma obra específica. Talvez seja por isso que eu considero meus hobbies algo muito especial, subjetivo. Se eu tenho como hobby filmes por exemplo, acredito que seja necessário você aprender toda a história do cinema afim de acumular conhecimento daquilo que você quer opinar, evitando a famosa ignorância que é a base do preconceito. E quando vejo que uma discussão, de saudável passa a ser pejorativo, com o intuito de atacar o lado pessoal da pessoa ou de simplesmente criar tumulto, o famoso troll, não penso duas vezes em sair da discussão, não deixo nem uma réplica, pois o que era para ser dito já foi dito, cabe aos outros refletirem sobre o que eu disse e chegar numa conclusão.

    E concordo em boa parte sobre o que a usuária anachan disse sobre a questão do relativismo absoluto. Acredito que ele é sim importante para a formação intelectual de um ser. Ele pode matar uma discussão ou pode fazer com que um conhecimento deixa de ser ganho, como você mesmo salientou no post. Mas a questão que quero chegar claro é sobre a reflexão. Pelo menos para mim é assim que eu procuro criar um juízo pessoal. Baseando em todas as diferentes interpretações, tento chegar numa conclusão própria sobre um determinado assunto.

    • Então, eu não estou falando exatamente sobre analisar obras. Eu abordei ai a formação de opinião e a análise crítica em termos gerais. Para falar sobre análise artística (ai já é mais específico) você precisa delimitar os critérios e método para abordar tal objeto.

      Sobre o que você disse ai em discussões onde um dos lados é retardado e parte para comentários irônicos ou pejorativos para desmerecer a opinião do outro em vez de contrapor com argumentação e respeito… bom, nada me deixa mais puto do que isso. Realmente é digno de berçário essas atitudes.

      Sugiro que leia minha réplica à Ana. De qualquer forma, agradeço ao bom leitor que temos aqui.

  6. caiomorello disse:

    Não concordo com tudo, mas gostaria de dar relevância a essa frase: “[…]não aceitar outras opiniões, principalmente por não enxergar que o propósito da discussão é o crescimento intelectual dos envolvidos.”.

    This. Enquanto a discussão for apenas uma forma de tentar provar seu ponto de vista para o outro porque é conveniente no momento, as pessoas não estarão fazendo algo muito diferente do que os sofistas faziam. E, ao contrário do que muitos pensam, isso não é um problema exclusivo do Brasil.

  7. jojulio disse:

    Não deixemos de exaltar esse belo texto que aliás é uma das coisas que mais motivam entender o raciocínio humano em sempre achar sua opinião superior, não todos mas grande parte, pelo menos na minha concepção. Entretanto eu sinto em mim um certo problema quando a questão é discussão de opiniões, pois chego em determinado ponto que não consigo deixar claro o que quero, apenas sei que aquilo é o que acho que é, confuso, mas não sei explicar porque, enfim, preciso ler mais algumas vezes seu texto, que aliás vou até deixar salvo nos meus favoritos, pra tentar melhorar essa minha concepção.

    • Esse tipo de problema é bem pessoal. Eu sugiro começar a conversar com algum amigo sobre algum tema e ir avançando nele (sugiro música), ajuda muito a tu pegar noções e ter uma opinião mais refinada, tanto como saber organizar e expor ela. Claro, isso é bem mais fácil se você, ao passo que aprende mais sobre o assunto, começar a aprender e delimitar critérios e um método de abordagem.

      Ajuda também entrar em fóruns sobre assuntos que porventura você goste, sei lá, mangás por exemplo. Geralmente é bem tranquilo comentar e discutir nesses lugares, tem por exemplo o minnasuki (não é porque eu sou moderador lá, mas o fórum é bom mesmo) nesses moldes.

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