Gilgamesh entre a epifania e o vazio desonesto

Comparando aquelas sequências bizarras e aparentemente aleatórias de imagens que vemos durante o sono com as histórias que acompanhamos frequentemente em livros, filmes, mangás, etc., constatamos triste realidade: invariavelmente os sonhos são infinitamente mais empolgantes, ferozes, dramáticos, estonteantes e enigmáticos. Enfim, as obras que lemos são meras criações pálidas vinculadas àquilo que projetamos durante os sonhos.

            Os sonhos são surpreendentes. Os sonhos nos põem a indagar quem somos, o que estamos fazendo, onde vivemos, para onde devemos ir, enquanto a maioria das obras, se colocada diante de uma sabatina decente, se desmoronaria melancolicamente. Roteiros quadrados, personagens estereotipados e desprovidos de vida, imagens repetidas. Fatal previsibilidade. Sim, todas as noites você escreve uma história mais interessante que essas que perde horas durante o dia lendo.

            Enquanto as obras que consumismos são, em geral, resultado de uma racionalidade padronizada pelos próprios estereótipos, pelas estratégias do sistema e mais uma infinidade de artimanhas (internas e externas) que tornam a obra não mais do que um produto genérico de supermercado, os sonhos são incrivelmente reais, falam de nós e para nós. O escritor do sonho não é o seu ‘eu’ racional, mas sua dimensão inconsciente, aquela mesma que é suprimida e trancafiada pelos autores quando tentam escrever suas obras ao acordarem. Verdade seja dita, sempre o inconsciente escapa aqui e ali, de modo que é possível notar nos detalhes o verdadeiro sentido de cada obra.

            No sonho drama e realidade são reversíveis. Sabemos, intuitivamente, mesmo que não saibamos interpretar, que o sonho fala algo real e por isso nos intriga. Histórias empacotadas, por seu turno, falam bobagens que o sistema quer que você ouça. Mesmo aquelas obras que dizem ser inspiradas no inconsciente onírico, como o surrealismo de Dali, estão longe de serem livres e dinâmicas como a verdadeira atividade onírica.

            Não estou falando de psicanálise. Inconsciente e interpretação dos sonhos são conhecimentos milenares do ser humano. O que a psicanálise fez foi trazer isto para o ‘saber moderno’. Sem precisar ir muito longe você pode constatar isto na fabulosa figura de José, um dos patriarcas dos hebreus, ou nas várias interpretações de sonhos no épico de Gilgamesh (o verdadeiro, não a bobagem que está em Fate), um dos fundamentos de nossa humanidade. Poderíamos ir até povos aborígines ou discutir nagualismo, mas deixa para lá. Para os antigos o sonho não era aleatório nem mero capricho da natureza (como se ela fizesse algo por capricho), mas uma informação valiosa e única para conduzir a vida. Depois, com o avanço moderno e do saber técnico isto foi esquecido e abandonado, até que a psicanálise ‘redescobriu’.

            Gilgamesh, algumas narrativas bíblicas e quase todos os mitos antigos também são infinitamente superiores às obras atuais. Por quê? Porque o suposto criador deles era mais ‘capacitado tecnicamente’? Bom, certamente que isto também, mas não só.

            Por que diabos a maioria esmagadora dos mangás que lemos serão esquecidos ano que vem e alguns mitos sobrevivem há sabe-se quantos milênios?

            Por que alguns mitos são interpretados, reinterpretados, rediscutidos, verdadeiro tesouro maravilhoso que se revela sempre a frente de nós. Exemplo disso é Prometeu, que não foi tema de debates acirrados apenas na Grécia (vejam-se as versões de Homero e Ésquilo, por exemplo), mas por diversos autores posteriores (inclusive Marx).

            Porque mitos também são reais, também expressam a realidade. Não são criações vazias, mas instrumentos de contato com alguma realidade que nos é difícil atingir racionalmente. Mergulhar em Perséfone é mergulhar no ciclo sagrado das estações. Mergulhar em Eva é mergulhar no eterno debate acerca da origem de nossos erros. Mergulhar em Antígona é mergulhar na continuidade aparentemente infinita da tradição, que se recusa a perecer diante do despotismo dos tempos. Enfim, historicamente ou psicologicamente, mitos são reais.

            Outra categoria de obras reais é a dos grandes clássicos. Como não estremecer-se interiormente ao ler Dante ou Dostoievski? Como não se sentir divino diante das telas de Michelangelo? Como não se sentir pequeno diante da realidade ao ver os filmes de Bergman ou Tarkovski? Bergman dizia que suas obras nasciam de ‘uma imagem’, ‘uma intuição’, que depois eram completadas pelas demais imagens. No caso do Sétimo Selo, por exemplo, o filme inteiro se resume à pintura medieval da partida de xadrez com a Morte. Tamanha força, tamanha presença psíquica, que em uma pessoa sensível como Bergman inspirou tamanha obra. Ou seja, se clássicos já são mais padronizados e sistematizados que mitos, e estes ainda mais que sonhos, ao menos mantêm a dimensão intuitiva que possibilita o ato transcendental, que nos permite ir direto à realidade, ou, parafraseando o maior filósofo desde Hegel, ao mundo-da-vida.

            A Fantasia existe desde que homem é homem, nos sonhos (talvez até entre os animais). Depois ela conseguiu extravazar a zona inconsciente e tocou a eternidade dos mitos, lendas, fábulas e contos de fadas. Por fim ela pincelou os grandes clássicos universais. O gênero da fantasia moderna possui continuidade nesta tradição. É ininteligível a fantasia sem este entendimento. Fantasia nasce como exploração da realidade. Fantasia não pode ser alienação, não pode ser esquizofrenia, não pode ser mero regozijo intelectualóide através de simbologia vazia.

            Fantasia é apaixonante e toca diretamente o âmago das pessoas. Fantasia é facilmente apeladora. Basta uma história ridícula e alguns elementos aleatórios de fantasia que você conquista facilmente toneladas de fãs. Mérito seu? Claro que não! Você simplesmente manipulou o inconsciente dos sujeitos (e aí sim tem mérito técnico).

            A maioria dos animes atuais está nesse patamar. Retóricas vazias, simbologias vazias. Não há sentido algum em símbolo ou metáfora se não há realidade atrás. Símbolo, e aqui entram tanto figuras como palavras como praticamente qualquer coisa, incluindo referências a qualquer coisa, só fazem sentido se você abrir outro mundo ao leitor.

            Trabalhar com fantasia e simbologia não é “colocar uma cruz aqui”, “uma suástica ali”, “um nome que remete a Hamurabi acolá” e assim por diante. Isso aí qualquer idiota com acesso ao Google pode fazer. Um símbolo deve expressar algo real, e não ser sentido em si mesmo. Por exemplo, Aristóteles já alertava (muito antes dos marxistas descobrirem o fetichismo da mercadoria), que a moeda é uma tecnologia que facilita as trocas, mas que poderia vir a se tornar fim em si mesma. Quando isto ocorre temos a morte do símbolo, o símbolo pelo símbolo, a palavra pela palavra. Platão criticava os poetas não por detestar Arte, mas por amá-la. Na visão dele os poetas deveriam introduzir o leitor à verdadeira realidade, e não à alienação. Ou por que vocês acham que no cume de sua filosofia Platão recorria ao mythos e não ao logos? Existe algo complexo e de difícil acesso na realidade, e se racionalmente é difícil adentrá-la, talvez pelo símbolo e pela metáfora seja possível. Este é o sentido da metáfora, e não exercício de masturbação.

            De Marie a Fate/Zero, passando por Kill la Kill, eu poderia citar inúmeros exemplos de utilização pobre e mecânica de simbologia, para não dizer imbecilizante.

            Ann Radcliffe diferencia Terror de Horror. Enquanto o segundo é simplesmente repugnância, algo desprezível, o Terror é aquela sensação que abala o espírito, que estilhaça nossas certezas e entendimentos, aquele estado interior que abre a pessoa a possibilidades transcendentes. Não existe outra função na verdadeira Fantasia que não esta, preparar o espírito para estágios superiores. Também a biografia de Aldous Huxley é particularmente emblemática neste aspecto, de neto do buldogue de Darwin ao sujeito que se dedicará à busca (se encontrou ou não é outro papo) pela Filosofia Perene, aquela dimensão mais elevada, atemporal, de Sabedoria, que permanece oculta e viva nas grandes tradições místicas, religiosas e filosóficas tanto do Ocidente como do Oriente. Aquele Saber genuíno que se veste de inúmeros discursos, mas no fundo ordena a mesma coisa.

            Eu não estou falando apenas de inteligência e preparo, mas também de sensibilidade. Não é necessário ser uma história complexa para trabalhar a fantasia de modo sublime. Miyazaki sabe, Tolkien sabia, ursinho Pooh sabia. Muitas histórias simples e infantis carregam imenso poder em fantasia. Não se trata de intelecutalismo nem de profundidade, mas de honestidade. Um simples passatempo sincero é muito superior ao exercício tosco de intelectualismo estéril.

            Existem tantas coisas ocultas na realidade (seja em nós mesmos, no inconsciente) ou no próprio mundo. É dever da Fantasia explorar este Desconhecido.

            Exemplo do que quero dizer: Gilgamesh. Gilgamesh é a expressão máxima já criada pela humanidade de tentativa de transcendência de sua humanidade (talvez apenas superada pela ideia de Cristo). Gilgamesh é aquele que se recusa a morrer como todo humano, e doa a vida para saber a eternidade. Não há trégua, entre enfrentar os mais diversos monstros até a viagem para encontrar Utnapishtim/Noé, nosso herói dedica tudo a isto. Gilgamesh é trágico, uma alma abalada, grandiosa, que conheceu segredos, que elevou-se por sobre todas as futilidades que nós ainda praticamos. Se ele morreu em uma busca fútil é outro problema, pois se for, é a busca fútil mais gloriosa de nossa história. Dizer que o personagem patético de Fate remete-se a este Gilgamesh é motivo de… deixa pra lá.

            Mas você poderia reclamar: e quem disse que é obrigatório trabalhar adequadamente as figuras fantásticas? Obrigatório não é, até porque nem viver é obrigatório. Mas é desonesto com o público.

            Outros abordam a fantasia com talento ímpar. As obras de Miyazaki são permeadas de mitologia, muitas vezes de forma tão sublime e sutil, que a maioria sequer percebe. Só para citar uma bastante evidente, os deuses-animais de Mononoke Hime arremessam o espectador a tempos longínquos onde o ser humano coexistia com animais que diante dele surgiam como verdadeiros seres fantásticos: o Paleolítico. Acredita-se que os rituais primitivos dos sacrifícios de animais sejam algo remanescente desta guerra antiga entre humanos e animais.

            Emanon e Mushishi são maravilhas, verdadeiras explorações metafísicas da identidade e da realidade. LoGH transforma o discurso de Spengler em mitologia empolgante. O gênero mecha é tão bem construído que os próprios mecha se tornam verdadeiros mitos, arquétipos que ajudam a compreender o Japão e até mesmo os dias atuais. E mesmo Hideaki Anno, se a bem da verdade não faz da mitologia, ocultismo e das teorias conspiratórias o verdadeiro cerne de suas tramas, ao menos é respeitoso com elas. Cowboy Bebop explora a mitologia moderna (sim, muitas situações e figuras impactantes recentes acabam elevando-se ao poder de mito, tamanha influência que exercem na posteridade) dos séculos XIX-XX com sagacidade impressionante.

            Último ponto: se sonhos são mais reais que mitos e obras por que ainda assim devemos estudar mitos e obras clássicas? Sonhos são individuais. Não existem sonhos coletivos. Sonho é a história que um sujeito escreve para si mesmo. Compreender os mitos e as maravilhas da Arte é compreender o sentido de nossa Humanidade. Mas entre a obra medíocre do cotidiano e os sonhos, os últimos são mais fascinantes.

            Toda criação artística é, em certo sentido, escapismo. Mas qual escapismo? Para a própria realidade? Do nosso mundo interior do autoconhecimento? Da realidade do mundo maravilhoso e gigantesco que surge diante de nós e que tão pouco sabemos? Ou da pura alienação em mundos paralelos?

            Já que tudo está indo para o saco, que ao menos copiem o Hermitage e construam sua Arca Japonesa.

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8 respostas para Gilgamesh entre a epifania e o vazio desonesto

  1. SID disse:

    Belo ensaio, parabéns! Concordo bem com o que você escreveu, e ouso acrescentar mais. Carl Jung em seu livro O Homem e Seus Símbolos explica bem a importância dos arquétipos, estes então nascidos dos sonhos dos homens, e Joseph Campbell em seu livro O Poder do Mito explica toda a importância do mito e da figura do herói. O poema épico Gilgamesh fala exatamente sobre isso: um rei que ousou chegar até os céus para falar com os Deuses, para assim enfrentar o seu destino e realizar todos os seus sonhos. Então os sonhos não são apenas projeções dos nossos medos e desejos, como bem explicou Sigmund Freud, mas também uma idealização da grandeza que o ser humano pode atingir. Então toda cultura humana, desde o tempo das cavernas (em que o conhecimento era passado de forma oral), é busca do homem pela grandeza e pela realização de seus sonhos e desejos, por isso a importância da figura do herói, dos mitos, e dos sonhos em todas as narrativas (livros, filmes, músicas, animes, mangás), pois o homem ao se espelhar neles, se identifica e percebe que deve correr também atrás de seus sonhos. A cultura humana basicamente é composta por narrativas em que o homem passa aos seus descendentes os conhecimentos necessários para que a próxima geração se torne mais preparada e que seja vitoriosa então no processo de seleção evolutiva. Então contar histórias está no inconsciente coletivo da raça humana desde o começo. No trechos de seu texto em que você diz: “Retóricas vazias, simbologias vazias.” “De Marie a Fate/Zero, passando por Kill la Kill, eu poderia citar inúmeros exemplos de utilização pobre e mecânica de simbologia, para não dizer imbecilizante.” Você quer dizer então que esses animes são pobres em suas narrativas, na sua construção de suas mitologias, e na visão de mundo a respeito do papel do herói em suas tramas? Devo lembrar que Fate/Zero, Kill la Kill, e todos esse animes citados são voltados para uma parcela do público mais jovem, sendo então indevido exigir desses animes mais do que eles já estão propondo. Como crianças que estão aprendendo, para os telespectadores desses animes, o primeiro contanto com os símbolos contidos nesses animes, por mais simples e clichês que eles sejam, deve ser sempre considerado um primeiro passo para que esses espectadores um dia procurem mais conhecimento e assim ampliem a sua cultura.

    • Vaca disse:

      Excelente comentário!
      Em relação aos animes citados eu quis dizer o seguinte: os mitos e símbolos são muito fortes, facilmente conquistam a pessoa (ainda mais jovem), e o modo como utilizaram foi desonesta, na minha opinião, porque só usa símbolos sem utilizá-los em sua verdadeira ideia. Não é difícil fazer histórias e boas, sem precisar recorrer a profundidade e complexidade. Agora, se você usa símbolos fortes como Gilgamesh, arianismo, etc., utilize seriamente, do contrário estará se beneficiando da influência enorme que eles exercem no inconsciente para segurar o espectador, só isso. E os criadores sabem disso, são conscientes disso, não é algo secreto ou conspiratório na indústria. Um bom exemplo é o filme Avatar, dos macacos azuis, meramente uma coleção de símbolos que por si só seguram o espectador, de modo que a trama é só acessória. Mas os símbolos, em vez de conduzirem à realidade, conduzem à alienação. Enquanto o Gilgamesh real desafia os deuses e revela desespero genuíno na busca por conhecimento e transcendência, o Gilgamesh de Fate é um pobre coitado que em nada difere de uma pessoa comum, sem qualquer brilho de verdadeiro heroi.

      Outro exemplo: a maioria dos battle shounen atuais cometem a mesma estupidez (consciente ou não), pois trabalham o mito do protagonismo, do heroi, de modo completamente alienante. Citemos Reborn. Qual jovem não se sente entusiasmado a estar no lugar do protagonista? Ontem era um pobre coitado, amanhã é o boss fodão da máfia e capaz de usar poderes sobrenaturais (sem mencionar várias outras referências místicas). É um mito muito forte, toca o âmago de todo jovem (está em Telêmaco, na Odisseia, por exemplo). Mas e na prática, o que significa? O nosso ‘heroi’ segue sendo um pobre coitado que não sabe nem se declarar pra garota e um eterno preguiçoso e medroso, até o fim dos tempos. Mas tudo bem, tá tudo certo, ele ‘tem amigos’. Este é o heroi? Prende-se o leitor com a promessa de torná-lo um heroi, e depois aliená-lo devolvendo ao mesmo mundinho. O Tsuna do início e do fim são os mesmos.

      Isso não significa que as obras sejam ruins (as que eu citei considero realmente ruins, mas outras podem utilizar símbolos de modo bizarro e mesmo assim serem bons enredos, pois o problema central está na ‘desonestidade’, no ato de recorrer a subterfúgio pra enganar, de modo consciente). Exemplos disso são Nadia e Eva, do Anno. Os símbolos e mitos lá estão só pra adorno (e realmente causam fascínio e conquistam o fã), mas as tramas em si são interessantes e não apenas mera trapaça. Nem os símbolos são distorcidos, no máximo interpretações pessoais do autor, o que é inevitável.

      Eu sei que a maioria discorda totalmente. Acontece. O que acho, e você como estudou Jung acho que concordará, é que tudo que vemos, lemos, fica vivo dentro de nós, como imagem interna, e depois influencia nossas concepções. Quanto mais emoções colocamos em obras, mais elas nos influenciam. Não se trata de se tornar um neurótico que fica analisando tudo, isso é estupidez, só em ser mais atento.

      Enfim, é que esse tema eu pretendia explorar longamente através de muitos posts. Mas como não tenho mais interesse em falar disso, resolvi concluir tudo em um post rápido. Agradeço novamente pelo comentário.

      • SID disse:

        Entendi agora o que você quis dizer e concordo inteiramente com você. Nesse sentido de que alguns escritores de animes, mangás, light novels, e visual novels estudam sempre como criar uma narrativa em que os mitos, arquétipos e símbolos possam conquistar a audiência jovem, mas muitas vezes após o final da trama não entregam nada ao leitor, deixando apenas uma sensação de vazio. A arte é a transfiguração da realidade, em que você pega algo comum e normal e devolve então ao leitor ao final de uma narrativa, como algo melhor e que acrescenta uma experiência verdadeira a formação pessoal do leitor. Essa é a função dos romances de formação, em que o herói se pergunta o sentido de sua existência no mundo, e ao passar por uma odisseia para encontrar as respostas, ele descobre o sentido de sua existência e o seu lugar nesse mundo. E são essas respostas que também alumbram o leitor, que se identifica então com o que lê na narrativa. Reborn é um exemplo vivo de uma obra que conquistou os leitores jovens com a promessa da Saga do Herói, mas que ao final de sua narrativa não deu nada ao leitor, servindo apenas a propósitos comerciais. Eu vou repassar o link do seu ensaio para alguns amigos para que eles leiam também. Esse é um assunto muito importante e que merece sempre estar sendo lembrado e discutido, pois só através do debate de ideias é que nós podemos então construir o conhecimento.

  2. Alguém menos pretensioso disse:

    Nível máximo de nostalgia barata. A filosofia é tal qual a ave de Minerva, é somente no crepúsculo que ela alça voo. Você não pode julgar Fate/Zero ou Kill la Kill (anime que está no 4º episódio, nem na metade está) como descartáveis e que não serão lembrados futuramente pelo simples fato de que estamos em 2013 e não em 2113. E qual o embasamento seu em dizer que são obras vazias, enquanto os filmes do Miyazaki (lindíssimo, delicadíssimo, chatíssimo, o rei dos superlativos) ou Evangelion (uma bela merda de filosofia de boteco) têm algum conteúdo? A sua opinião? Poupe-me.

    Falta-lhe vivência e arroz com feijão. O Harry Potter de hoje é Os Lusíadas de amanhã.

    • Vaca disse:

      Sequer falei que Evangelion tem filosofia.
      E se x ou y serão lembrados futuramente tem a ver com mais coisas do que simples ‘sucesso’. Temos obras superestimadas de séculos atrás que fazem sucesso ainda hoje e obras esquecidas de séculos passados que são verdadeiras obras-primas.

      Quanto à coruja de Hegel, posso vir a me enganar com Kill la Kill, mas só, já que os outros que citei estão concluídos, logo já “estamos no crepúsculo”.

    • Este comentário foi uma das expressões de opinião mais abjetamente ridículas que eu vi . É muito fácil assistir Evangelion ou as obras de Miyazaki sem nenhuma formação, nenhum conhecimento estético e sair vomitando insultos porque não consegue entender um simbolismo mínimo. E… Diga-me qual o “embasamento” de Kill la Kill ou, pior ainda, Fate/Zero?

      Sobre o Nasuverso em especial, diga-me qual o sentido que ele faz? Sem negar que ele possua alguma qualidade artística, todo o Nasuverso é um grande ajuntamento de estereótipos caoticamente desorganizados jogados sem TENTAR criar uma definição lógica mínima. Fora os resquícios ridículos da sua origem pornográficas que levam a situações épicas de nonsense…

      Nem iriei falar sobre sua “crítica literária”…

  3. Kuso disse:

    Poxa, então o site acabou mesmo? Pena eu só ter começado dar atenção e ler as coisas daqui recentemente, vocês são muito fodas caras.

    Espero que um dia resolvam voltar com as atividades aqui.

    • Alkapile disse:

      Realmente, espero que o grupo do blog repense um pouco pois vocês deixarão saudades. Vocês são os únicos desde o fim do NerDevils e do Nerds Somos Nozes que fazem críticas bem aprofundadas, dissecando o que há de melhor e do pior em cada aspecto de um tema ou obra específica. Queria muito que vocês aprofundassem mais também da história da animação japonesa, coisa que nenhum blog ou site da atualidade faz com precisão.
      Será com uma grande tristeza e um aperto no coração se de fato o fim do blog for confirmado. Repensem, reflitam um pouco, pois blogs como o de vocês fazem falta hoje em dia. Nem ligo se vocês fizerem postagens mensais ou anuais, apenas dêem a confirmação de que o blog não está no fim. Esse vazio e falta de alguma informação deixa leitores como eu na agonia profunda. Abraço de um grande leitor ávido por novas postagens.

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