Comentários: Outubro/2012

Chart - Outubro/2012

Aos quarenta e cinco do segundo tempo, sai algo sobre a temporada da vez.

Após a terrível temporada de Julho, na qual só tivemos [com exceção de Binbougami ga!] animes hipsters com certa qualidade [Jinrui wa Suitai Shimashita, Uta Koi e, sim, Natsuyuki Rendezvous], todos esperavam ansiosamente a atual. Vários animes aparentemente interessantes, seja por terem aquele plot que atiçava sua curiosidade, possuírem uma equipe renomada ou até mesmo por serem adaptações de obras consagradas.

Depois de pesquisar um pouco, estava certo que seria uma ótima temporada. Mesmo assim, minhas expectativas foram superadas a ponto de considerar a melhor temporada do ano, com cerca de cinco animes realmente muito bons. Nela, temos tudo que faltou durante o ano inteiro. Romances, battle shonen, um focado no psicológico e, também, mais do mesmo com aquele pseudo-cult bem executado ou o moe que nunca falta.

Nesse post, farei comentários sobre cada um que estou acompanhando (provavelmente, acrescentarei alguns, pois ainda pretendo assistir Jormugand: Perfect Order e Little Busters!). Percebam que, em relação à qualidade, a lista é crescente [ou seja, o primeiro é pior que estou acompanhando e, os últimos, aqueles que você mal consegue esperar a semana passar. Brincadeiras a parte, não levem a ordem a sério demais, afinal, nenhum dos animes terminou e alguns ainda tem muito o que mostrar]. Sem mais delongas, minhas opiniões acerca dos animes desta temporada.

Medaka Box Abnormal

Medaka Box Abnormal

PLOT TWIST. Aposto que a grande maioria dos nossos leitores não imaginaria que a lanterninha seria o anime que deu nome ao blog. Pois é, faltou uma equipe decente para uma obra deste calibre. Tendo como estúdio a já falecida GAINAX, que no passado produziu uma gama de obras incríveis [de Evangelion a Tengen Toppa Gurren-Lagann], mas hoje não possui a mágica de antigamente. Sua equipe dos tempos áureos migrou, principalmente, para o estúdio Trigger, criado pelo Hiroyuki Imaishi [um dos principais protagonistas do sucesso da antiga GAINAX, trabalhando em muitas das suas obras mais populares, como TTGL] e para o estúdio Khara, do Hideaki Anno [Cofundador da GAINAX e o grande responsável por _aquele_ anime] .

Em Medaka Box Abnormal, temos a fraca e inexperiente equipe da primeira temporada. Esta consegue fazer várias cenas do mangá perderem o brilho, pela má utilização da trilha sonora e péssima direção. O baixo orçamento também pesa, principalmente após uma temporada que causou um enorme prejuízo, graças principalmente ao trabalho dessa equipe e por ter sido majoritariamente slice of life, tendo frustrado muitos por esperarem algo diferente da Weekly Shonen Jump.  Agora, com a mudança para a fase battle shonen concluída, devemos esperar a reação do público japonês. Não espero uma terceira temporada, mas devo ressaltar que é Flask Plan um ótimo arco.

Resumindo tudo que foi dito no parágrafo passado, se quiserem ter algum contato com Medaka Box, passem longe do anime. O mangá está atrasado nos scanlators nacionais, conta com pouco mais de cem capítulos traduzidos [o mangá já está próximo aos duzentos]. No entanto, está completamente traduzido para o inglês e é algo que recomendo fortemente. Um dos meus mangás preferidos, que conta com uma crítica severa ao sistema clichê utilizado nos battle shonen atuais, tendo um corpo de personagens incrível e uma boa estória. Se você ainda não se convenceu, o roteiro é de NisiOisiN, criador de Monogatari Series e Katanagatari. CORRE!

Robotics;Notes

Robotics;Notes

Não correspondendo o hype da franquia ponto-e-vírgula, legado de Steins;Gate, Robotics;Notes vem sendo a grande decepção da temporada. Seus protagonistas são bem irritantes, mesmo conseguindo uma ou outra boa sequência. Aqui, são os personagens secundários que exalam carisma [Mr. Plêiades, Frau…], porém seus character development não possuem o impacto que deveriam ter.

Como já esperado, R;N usa e abusa de termos reais, sem nenhuma intenção em aprofundá-los, afinal, é evidente qual seu público-alvo (só lembrar da Airi ou das cenas do patrocinador). Até então, é um anime que venho assistindo no automático, a narrativa vem andando a passos de tartaruga, enquanto a sequência slice of life também está sendo bem fraca. Tudo soa artificial demais, o desenvolvimento da história não convence. Esperando a grande reviravolta que deve ocorrer nos próximos episódios (acreditava que seria nesse oitavo, mas fui surpreendido negativamente), para decidir se continuo assistindo.

 Sukitte Ii na yo

Sukitte Ii na yo

A partir deste, todos estão me agradando bastante, até me sinto mal por colocar Sukitte em uma posição tão baixa. O anime vem seguindo a risca todos os clichês do gênero, mostrando-se um ótimo shoujo tradicional. Neste, percebemos que Okarin e Kurisu não foram o melhor casal de 2011 por pura sorte, o diretor continua fazendo ótimas cenas de romance, emocionantes. O baixo orçamento não incomoda neste tipo de anime e temos um bom desenvolvimento sobre as cicatrizes que a vida deixa. Mesmo com o romance açucarado, o anime mostra vários problemas bem atuais, como o bullying e complexos dos personagens, que são bem desenvolvidos. A trilha sonora é bem simples, mas bem utilizada.

Um dos grandes problemas é a personalidade do Yamato, que mesmo com o anime ‘explicando’ o porquê, continua bem forçado (apesar de ser até interessante alguns indícios de mudança graças a Mei). De resto, algumas sequências são um pouco corridas, mas só deixaram acontecimentos forçados e rápidos demais, digamos assim, nos últimos episódios (quando apareceu o rival do Yamato, Kai). Se você for fã de um típico romance escolar, vai gostar. Senão, nem tente.

Psycho-Pass

Psycho-Pass

Primeiramente, gostaria de destacar o universo de Psycho-Pass. Um universo futurista e distópico não tão original assim, mas que vem sendo excelente.  Acredito que um ditado popular o descreve bem: ‘O inferno está cheio de boas intenções’. O Sistema Sibila parece ter sido criado para evitar crimes antes destes acontecerem. Assim, pessoas são detidas/presas/mortas por crimes que nem chegaram a cometer, somente por serem perigosas a sociedade. Chegamos então àquele universo cheio de cerceamento de liberdades, no qual as pessoas devem seguir o padrão exigido pelo sistema (uma cena bem interessante foi quando mostraram alguns indivíduos detidos por terem alto coeficiente criminal por ser viciado em livros ou em arte), alcançando um estado de ‘felicidade’ por serem ignorantes ao que está acontecendo a sua volta e facilmente controlados. Percebendo que tem algo muito errado, temos nossa protagonista que começa a se questionar sobre este mundo (ressaltado na OP) enquanto resolve casos policiais como aquelas séries americanas.

Além disso, temos os incríveis diálogos/monólogos que são marca registrada do Gen Urobuchi, recheados com diversas críticas a nossa sociedade atual, uma ótima trilha sonora e antagonistas carismáticos e interessantes. No entanto, também contamos com uma direção em um mix de acertos e erros, já que não temos um Shinbo ou Ei Aoki como o Urobuchi estava acostumado.  A equipe da SIC é cheia de personagens estereotipados sem brilho algum (sério que tenho que aturar Hibari até quando Reborn já acabou?), talvez com exceção do Masaoka.  É muito irritante sempre assistir o Kougami fazendo o trabalho de inspetor, parecendo que todos os outros não possuem habilidade alguma. Ademais, é um anime que soa pretensioso demais, com direito a várias citações de diversos filósofos. Algumas bem encaixadas, outras nem tanto.

Magi: Labyrinth of Magic

Magi

Assim como Sukitte, Magi segue os clichês de seu gênero obedientemente, também os executando com maestria. Seu clima infantil, ingênuo [bem ressaltado na abertura e no encerramento], mesmo trabalhando com alguns temas mais sérios [escravidão, ‘política’ e estratificação social], me agrada bastante e me lembra… One Piece. Sim, um universo cheio de injustiças que pode mudar com as atitudes de alguns moleques sonhadores. O anime conta com bons personagens, carismáticos e bem trabalhados. Não tenho o que reclamar da animação, aquela genérica de sempre do A-1 Pictures, porém boa quando necessário. Em Magi, estão utilizando cerca de cinco capítulos por episódio, porém o ritmo está bem agradável.

Os fãs do mangá estão criticando bastante (não cheguei a ler, então nada posso afirmar sobre mudanças na narrativa) e somente pretendo lê-lo quando o anime terminar. Aposto que é um dos animes mais vistos pelo público normalfag e apostaria sua chegada aos mercados brasileiros no próximo ano. No entanto, apostaria ainda mais em Ao no Exorcist ano passado, e ainda estamos esperando.

Chuunibyou demo Koi ga Shitai!

Chuunibyou

Sem dúvida alguma, um anime com um tema bem peculiar. Um garoto sofre de Chuunibyou quando passa a agir como um personagem, provavelmente servindo como um escapismo da cruel realidade. Apoiando-se nesse conceito, temos o novo anime da KyoAni, um slice of life que conta com a moexcelência e uma ótima animação (com cenas de ação que deixam muitos animes com este foco desmoralizados) comuns ao estúdio. Os personagens são simples, mas efetivos e divertidos para este tipo de comédia/romance/drama escolar. Além disso, o anime também trabalha um assunto mais sério sobre esta fuga da realidade: é completamente maligna, ou pode ser positiva caso aja controle? Quais são suas consequências? Não se pode esquecer o ótimo romance presente nos últimos episódios, casado com belíssimas insert songs.

Um ponto interessante de ser ressaltado é que a Dekomori, a Tooka e a Sanae são personagens exclusivos da adaptação, ou seja, não existem na obra original [nesse caso, a Light Novel]. Sinceramente, não consigo imaginar o anime sem estas personagens, mostrando que o roteirista é extremamente competente. O diretor não fica atrás, a direção do anime é sensacional, seja em relação às cenas de comédia, drama ou romance.

OBS: Após verem este vídeo, jamais enxergarão a abertura da mesma forma.

Zetsuen no Tempest

Zetsuen no Tempest

As minhas grandes surpresas da temporada foram este e o próximo. A jornada de Mahiro e seu amigo Yoshino em um universo às avessas para vingar a irmã, enquanto salvar o planeta é um bônus ou uma consequência. O plot é bem simples, mas o enredo vai ramificando até chegarmos a um ótimo resultado. A quantidade de flashbacks bem utilizados é impressionante, seja trazendo novas informações sobre os personagens ou uma reviravolta para com a narrativa de forma bem natural, se encaixando perfeitamente, tanto que a Aika é uma personagem constante, mesmo estando morta. Além disso, soa complexo na medida para entreter um grande público, mesclado com cenas de ação, algum fanservice e muito, muito Shakespeare.

Seus personagens não são nada reais, mas se encaixam facilmente na história e necessários para como ela se desenvolve. São exagerados, destemidos e bem frios (tirando o Samon no penúltimo quesito, que foi ridiculamente divertido no último episódio). Quanto à parte técnica, tanto a trilha sonora quanto a direção são ótimas e imprescindíveis para a qualidade deste anime.

Shin Sekai Yori: From the New World

Shin Sekai Yori

Com uma obra original consagrada por ganhar um importante prêmio [Nihon SF Taishou Award], que avalia obras de fantasia e ficção cientifica, foi esperado por muitos. Um mundo no qual a tecnologia é substituída pelo cantus, confuso de início, porém mostrando pouco a pouco seus segredos a cada episódio. Tem um universo bem montado, coerente e que desperta dúvidas, suposições e curiosidade. O outro ponto alto da série é a parte focada no psicológico dos personagens, suas reações ao descobrirem e, obviamente, sentirem o peso das verdades que os adultos escondem. A curiosa Saki, o medroso Mamoru ou a fria Maria, e não podemos esquecer do Shun no décimo episódio (o melhor do anime), em uma grande mistura de sentimentos que o fez parecer ter acabado após cinco minutos.

Para quem gosta de uma polêmica, vou comentar um pouco sobre o yuri e yaoi presentes, principalmente, no oitavo episódio. Fizeram o maior alvoroço em redes sociais, muitos dizendo que iam largar o anime, parecia até mesmo que era uma afronta a masculinidade alheia. Atitudes nada justas, já que dropar um anime desse que nível e que você estava gostando de assistir por esse motivo é bobagem. Além disso, essas cenas em Shin Sekai não são mero fanservice, algo simples de ser deduzido no mesmo episódio e que já pode ser confirmado no último, quando os estudantes formam pares héteros. Podemos especular que enquanto não possuem condições de cuidar de crianças [afinal, ainda são adolescentes], mas a sociedade se rende ao prazer para controle do estresse [só lembrar dos babuínos]. Então, relações desse tipo seria a alternativa encontrada, e quando estiver na hora certa, começam a prepará-los para ter filhos, instigando o relacionamento heterossexual. Também vale como controle populacional. Suposições, esperemos o anime nos mostrar.

A arte do anime, somada a direção consegue passar o clima necessário: bem denso, às vezes até um pouco abstrato. Algumas cenas são bem escuras, provavelmente por causa do orçamento, mas também casam bem com Shin Sekai. No entanto, a animação e o traço caíram em alguns dos episódios, ficando bem abaixo aos padrões do anime. Além disso, do quinto ao sétimo episódio, focaram demais em cenas de ação, demorando demais até voltar àquele clima completamente desesperador e psicológico que é o grande pilar do anime. Talvez aqui seja exagero meu, pois também teve ótimas sequências nesses episódios. Enfim, o anime também conta com uma boa trilha sonora e ainda tem muito para nos oferecer.

Jojo’s Bizarre Adventure

Jojo

WRYYYYYYYY. Impactante, vivo, pulsante, JOJOOOOOOO. Só algumas palavras que descrevem esse anime, cujo objetivo é fazer uma obra que te faça sentir, não analisar. Jojo tem o que Medaka deveria ter: uma equipe incrível, que conseguiu superar o baixo orçamento. Conseguir adaptar o traço do mangá não era uma tarefa simples, mas fizeram um belo trabalho. Deram ao anime um tom mais retrógrado, porém que não deixa de ter o seu charme. As OSTs do anime são perfeitas e bem encaixadas, sem dúvida alguma, tem uma das melhores trilhas sonoras do ano. Os personagens são muito exagerados, conseguindo fazer você vibrar e gritar enquanto assiste suas lutas, com eles fazendo poses e gritando frases clichês. Obviamente, de forma intencional, para atingir o espectador.

Há bastante censura no anime, para não exagerar nas telas japonesas e garantir a venda de mais BDs. Alguns acontecimentos podiam ser melhor trabalhados, seja o relacionamento do Jojo com a Erina ou a morte do Zeppeli, além do mol de vezes que o Dio sobrevive magicamente. Mesmo assim, acertam tanto no timing do anime que estes tipos de situações pouco importam, todos os episódios tem sequências excelentes.

Tonari no Kaibutsu-kun

Tonari no Kaibutsu-kun

E a comédia romântica pouco convencional é o melhor da temporada. Em Kaibutsu-kun, os personagens estão completamente confusos em relação ao amor, e isso traz cenas muito engraçadas. Nossa protagonista, Shizuku, possui dificuldades em conciliar o amor e o estudo. É uma personagem fria, focada e que pouco se relacionava com outras pessoas até então. Seu par romântico, Haru, tinha medo de ir à escola por se envolver em brigas, nas quais geralmente defendia o lado correto, mas logo depois era suspenso e parava de frequentá-la. Nesse contexto, pode não parecer, mas é um garoto direto e que meigo da sua forma. Após Shizuku conseguir fazê-lo voltar à escola, começam a fazer várias amizades com colegas igualmente estranhos e divertidos. Todos possuem um bom e envolvente desenvolvimento, fazendo um anime bem agradável. A animação possui um nível altíssimo para um shoujo e posso dizer que é o traço que mais me agrada da temporada.

Nesse daqui, até quem não é fã do gênero pode gostar. Apesar da relação entre Haru e Shizuku parecer andar em círculos, é interessante como os personagens mudam e amadurecem, além de quando se relacionam com os respectivos rivais. É interessante ressaltar a crítica à idealização feita pelos shoujos. Haru, que é bem sem noção, daqueles que parecem desconhecer o senso comum, acerta (mesmo que não seja a intenção) a Shizuku em diversas cenas diferentes. Declarações com um tom sexual ou cenas que você esperaria que algo bem diferente acontecesse (um bom exemplo seria a do cachorro no primeiro episódio) também fazem parte. A própria Shizuku, por não ser uma personagem passiva, mas sim do tipo que toma suas decisões e ser difícil fazê-la mudar de ideia, que almeja altas conquistas no ramo profissional e chega a ser bem fria também foge do comum aos romances escolares. Até então, é o grande protagonista da temporada, e também um dos mais populares no Brasil. Dica para as editoras.

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Sobre Hegff

Apenas mais um perdido neste mundo.
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10 respostas para Comentários: Outubro/2012

  1. Saudações

    Devo discordar quando enfatizas a temporada de julho como um fiasco, pois ótimos animes dela saíram, com um destaque mais do que especial para Jinrui (que foi por ti citado) e que, aos meus olhos, poderá ser seguramente a melhor obra japonesa animada de 2012.

    Sobre a atual temporada, creio que pegaste pesado demais sobre Robotics;Notes (sendo aqui o meu maior ponto de discordância com o vosso post). O anime tem apresentado uma pegada muito lenta, episódio pós episódio, mostrando uma clara evolução em seu enredo que, entre outras coisas, tem escondido um evento pré-apocalíptico na Terra. A forma como os personagens têm se apresentado no anime também me anima, onde a Aki desponta bem (sendo ela muito mal vista pela maioria das pessoas que assistem ao anime em questão).

    Sukitte é um shoujo que classifico como muito puro. O aprecio demasiadamente. É de uma história clara, concisa e muito verdadeira, sem necessitar apelas para certos atributos que “mancham” outras obras. Infelizmente este anime não é do agrado de todos, mas enfatizo-o como uma grande obra do gênero.

    Chuunibyou é um convite claro e aberto às lembranças mais infantis possíveis. Imaginar-se com super-poderes, pensar estar em uma grande batalha e, quando menos se faz esperar, o anime lhe joga em meio a uma trama mais séria e profunda. E sem perder a essência original. Um anime notável.

    Shin Sekai Yori tem se tornado, ao meu ver, o verdadeiro “ame-o ou deixe-o” da atual temporada. Prefiro muito mais amar o anime (por assim dizer), pois o enredo do mesmo prende bem a atenção e leva ao raciocínio constante a cada episódio. O ritmo cadenciado de seu prosseguimento pode fazer (de fato) com que muitas pessoas o considerem “parado” ou “tedioso” mas, ao meu ver, este anime poderá brilhar ainda mais.

    E Tonari dispensa apresentações. O segundo melhor da temporada neste momento (para mim, um pouco atrás de Robotics;Notes) tem mostrado como uma comédia romântica pode ser divertida sem ser apelativa e, de brinde, ainda mostrar passagens dignas de um ótimo shoujo anime. O Haru muito se assemelha a um demente mental às vezes, mas nem de longe ele é isso: ele é alguém que clama por atenção constante. E acaba conseguindo isto da Shizuku que, muito embora seja arrogante em alguns momentos, se sobressai nos momentos chave do anime que, por si, é digno de forte recomendação.

    Um ótimo post o seu, Hegf. Como de costume, em qualquer lugar, opiniões divergentes existe para serem ponderadas. E esta é, ainda, uma das maiores graças do mundo.

    Até mais!

    • rauzi disse:

      Eu fiquei insistindo que a Aki de Robotic;Notes é legal pra caramba, mas meu colega foi cabeça-dura.

    • Vaca disse:

      Eu confesso que parei R;N no terceiro episódio, mas depois desse belo comentário do Carlírio serei obrigado a retomá-lo.

      E de fato, se é possível elencar quatro boas séries em julho já imagino que não haja como classificá-la como fiasco, até porque convenhamos, antes dela estreiar só havia haterismo por toda parte, todo mundo metendo o pau antes de ver os animes, e no fim saiu bem melhor do que o esperado.

      Em relação a outubro, acho que Tonari e JoJo têm seus charmes especiais, que para mim fazem deles os grandes destaques. Acho a Shizuku uma das melhores personagens dos últimos tempos. O dilema dela de dúvida entre estudo e relacionamentos é bastante real.

    • Hegff disse:

      Posso explicar o motivo de Julho/2012 ter sido péssima. Primeiramente, mesmo tendo dois animes ótimos [Jinrui wa Suitai Shimashita e Uta Koi] – algo aceitável, mas nem de longe incrível. Em Outubro, temos muitos, enquanto em Abril tivemos Uchuu Kyoudai, Sakamichi no Apollon, Fate/Zero e falam de Nazo no Kanojo X que eu não cheguei a ver – tivemos poucos animes ‘somente bons’. Digo, a cada temporada, assistimos aqueles animes que se destacam e alguns que são bons, mas não tem _aquela_ qualidade. Em Julho/2012, só consigo listar Binbougami ga! e Natsuyuki Rendezvous. Campione foi terrível, Kingdom teve o pior CG que já vi, SAO [e até o próprio Natsuyuki] decepcionou. Foi, de longe, a temporada que eu mais dropei animes: Muv-Luv, Kingdom, H ga Dekinai, Kono Naka… Uma temporada muito aquém do esperado por uma minimamente boa.

      Sobre Robotics;Notes, serei bem sincero. Se não esperasse um aumento na qualidade da obra após a reviravolta que logo deve acontecer [e não tivesse visto Steins;Gate], provavelmente seria meu primeiro drop da temporada. Essa pegada lenta, para mim, esconde que a obra não tem material suficiente para dois cours. Cada episódio termina com um sentimento de ‘no próximo, vários segredos serão revelados’ e isso não acontece. A obra em si não tem um enredo muito interessante, como disse no post, o desencadear dos acontecimentos parece muito artificial, como se coincidências ditassem o desenvolvimento do anime. Sobre a Aki, ela é muito hiperativa. De início, não chega a incomodar, mas toda aquela animação repetida na tela de forma semelhante não me agrada. Claro, tem seus momentos, como quando consola o Subaru, mas o saldo é negativo.

      Agradeço seu comentário, Calírio, e concordo contigo. Uma discussão saudável só gera ganhos para ambas as partes.

  2. Akira disse:

    Kd btoom! ai?

    • Hegff disse:

      Não assisti, logo, não posso comentar. E, sinceramente, nem vontade tenho.

      • Akira disse:

        Bem, eu acompanho o mangá de BTOOOM! não vi o anime.
        Por isso queria uma analise critica dele pra ver se valia a pena assitir, mas tudo bem.

        Mas pelo menos o mangá eu recomendo, não fica só em explosões e cenas de ação é bem mais que isso.

        Enfim, até mais e eu vou acompanhar mais o site de vocês. =D

      • Vaca disse:

        O mangá de BTOOM! é bem comentado mesmo, mas o post do Hegff foi voltado aos animes da temporada, e o anime de BTOOM! é bem ridículo, sendo sincero. Já o mangá lerei ainda, deve ser interessante.

        Fique a vontade e volte sempre.

  3. Daicon disse:

    Comentando…

    Sobre Medaka Box Anormal, decidi nem acompanhar, pois a primeira temporada foi mais uma decepção para mim… ainda tenho esperanças de que a Gainax possa se reestruturar e voltar a ser o que era antigamente…

    Sobre Robotics;Notes, discordo quanto as personagens, não acho que sejam muito irritantes, isso deve-se ao fato de que suas personalidades são muito distintas e sempre estão entrando em conflito, confesso que se muitos acham as personagens irritantes é por falta de uma melhor interação (para não dizer “química”) entre eles. Concordo sobre a lentidão da trama, mas pelo o que aparenta o ritmo será mais gradativo a partir de agora em sua “segunda fase”.

    Sobre Psycho-Pass, esse dividi opiniões, é um dos meus prediletos da temporada e como já havia citado em outras bandas, já se consolidou como sendo uma ficção científica podendo ser levada a sério, concordo sobre o que você quis dizer com personagens apagados e estereotipados, de todos ali sem dúvida alguma os que mais se destacam são a Akane e o velho Masaoka, de qualquer forma, percebi que o kogami está evoluindo também, mesmo que em um ritmo devagar.

    Magi acerta muito em sua proposta, tem tudo para se tornar mais um battle shounen famoso por aqui… sem mais a acrescentar, apesar de um pouco mais do mesmo, Magi é divertido e mais honesto que muitas séries novatas da mesma demografia.

    Chu2koi superou e muito minhas expectativas, o anime se mostrou com um timing incrível, tivemos momentos cômicos, tristes, ótimas cenas de ação – o que surpreende, afinal nem era o mote principal da série -, um excelente desenvolvimento de personagens, e a animação dispensa comentários, o diretor Ishihara Tatsuya mostrou que ainda está longe de se aposentar.

    Zetsuen no Tempest também figura em minha lista como sendo um dos melhores dessa temporada, no entanto, para os desavisado, é necessário entender do que se trata, inicialmente pelo o menos até o terceiro episódio, a série da margem a ser mais um shounen tradicional com batalhas épicas, mas ao menos nesta adaptação, a utilização dos monólogos e referências a Shakespeare derrubam tal especulação. A meu ver, Zetsuen no Tempest é uma releitura das obras de Shakespeare em que o autor as tem como prediletas. O anime toma de referência essas obras e aliadas a um ótimo roteiro, desenvolvimento de personagens e trilha sonora, faz com que seja mais prazeroso assistir, é muito agradável a “aura” teatral que a série possui. Destaque para o ultimo episódio exibido em que em uma importante cena chave, ao fundo como trilha é tocado um dos sonetos de Beethoven fazendo uma perfeita alusão, a situação que a cena se encontra mais ao que a história representa.

    Shin Sekai Yori pode levar o título de mais surpreendente do ano, a trama até agora se mostrou muito coesa e tende a crescer conforme avançamos semanalmente, quanto aos relacionamentos homo afetivos, quem dropou por conta disso, o fez com muita infelicidade, concordo sobre apenas ser um tipo de fan service e nada mais, e também se não o fosse qual o problema? Acho que já está na hora de muitas pessoas reverem os seus conceitos em relação a certos assuntos, em suma, outra ótima ficção científica.

    Jojo, é imensamente gratificante ver o esmero posto pela equipe de animação, apesar de tão pouco orçamento, cada episódio o fazem numa grandeza que é de encher os olhos, a dublagem também está impecável!

    Muitas vezes você acaba se desinteressando de ler ou assistir uma série de determinado gênero por estar saturado, ou por ter perdido o interesse mesmo. Tonari no Kaibutsu Kun, fez com que eu voltasse a me interessar por obras do gênero Shoujo novamente. Inicialmente, as voltas que o romance entre as protagonistas da série dão, pode ser um pouco desconfortável, mas depois torna-se bem divertido, afinal pelo o menos para mim, é bem verossímil como as personagens se comportam em relação a si mesmos e aos outros a sua volta. O ponto mais alto de Tonari com certeza é a forma como a autora utiliza dos clichês excessivos do gênero tornando uma boa experiência rendendo boas risadas! Finalizando, Minha personagem feminina preferida deste ano é a Natsume!

    • Hegff disse:

      Não estou tão esperançoso quanto a GAINAX, acredito que estes sejam seus últimos momentos. Sobre Robotics;Notes, realmente falta a “química” entre os personagens, mas mesmo separados ainda deixam muito a desejar. Estou três episódios atrasado, pretendo assistir antes de terminar esse recesso do bloco noitaminA.

      Psycho-Pass teve os dois melhores episódios da série logo depois de fazer meu comentário (o último, principalmente). Finalmente mostrando que é uma obra digna do Urobuchi, com uma pressão psicológica de deixar qualquer um sem ar. O Kougami está evoluindo gradativamente, e espero muito da Akane no próximo cour.

      Só para finalizar, as voltas de Kaibutsu-kun tem seu charme. A resolução dos problemas naquela escada soava cada vez melhor. É uma pena que tenha vendido tão pouco [e que a Brain’s Base sempre deixa a desejar quando o assunto é segunda temporada], porém vou esperar um pouco por ter tido um final aberto e OVA anunciada. Chances são ínfimas e, de qualquer forma, tem o mangá disponível.

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