Bakuman e o Sistema de Questionários da Jump (Parte I)

Por que o que importa, no fim, é que seja interessante, não?

Obs: Contém spoilers de Bakuman,  Jinrui wa Suitai Shimashita, Bleach e Katekyo Hitman Reborn!.

Nesta parte: Origem e motivações do Sistema de Questionários da Jump. A obsessão com os resultados das ToCs. O quanto o sistema de questionários altera a estrutura e o andamento da séries publicadas na revista. Como ela afetou o desenvolvimento de Bleach e o final de Reborn.

Acompanhar uma obra com algum tipo de intenção prévia em mente, geralmente, não está entre as melhores ideias. É possível que um leitor que lê algo com um conceito pré-estabelecido (ou, simplesmente, um preconceito) acabe se frustrando com a experiência. Além de muitas vezes não encontrar o que ele queria, acaba por não encontrar o que valia a pena ser encontrado. Ainda sim, esse tipo de prática pode ter seus benefícios, coisas que percebi ao ler Bakuman pensando na Jump, nos seus questionários, Table of Contents, etc.

Para quem não conhece, o sistema de questionários é um mecanismo empregado pela Weekly Shounen Jump com o objetivo de regular e monitorar o desempenho dos mangás nela publicado através da opinião dos seus leitores. Toda a edição do almanaque vêm com um questionário que o leitor pode preencher indicando os três títulos que mais lhe agradaram e submetê-lo pelo correio à editora. Lá, um Ranking semanal é compilado usando os questionários (este chamado de Table of Contents) que é usado como feedback indicando a popularidade dos mangás da revista.

Bakuman, por sua vez, conta a história de uma dupla de autores inciantes que tem como objetivo serem Mangakas e publicarem obras de sucesso na Jump. Um deles, Mashiro Moritaka, também tem o sonho de obter um anime de um dos seus mangás e ter sua namorada, Azuki Miho, dublando a heroína deste (para que os dois pudessem então se casar e terem toda a tralha melodramática que se tem direito). Ainda sim, o que me interessa em Bakuman é que foi publicado na própria Jump e, no decorrer da sua história, além de mostrar os “bastidores” da revista (ainda que de forma fictícia), mostrou a visão dos autores (e, talvez, da própria Jump) a respeito da sua filosofia, objetivos e, principalmente, do seu sistema de questionários, coisa que me motivou a ler o mangá com essa intenção em mente. Eu já pensava em criticar o sistema antes de ler o título, mas, antes de disparar as minha opiniões, pensei em dar uma chance a revista de defender as suas visões e métodos.

Contudo, antes de falar mais a respeito dos problemas da revista, vale a pena entender suas origens. É de vital importância para que se possa entender como, diabos, ele levou a revista a situação precária e perdida em que ela se encontra.

Serialização

O sistema de questionários da Jump surge da necessidade de administrar com o eficiência o que deve ser publicado (ou não) na revista. A Jump é publicada semanalmente e apresenta seus títulos de maneira serializada. Uma obra sendo publicada semanalmente na forma de capítulos de mais ou menos 20 páginas, ou seja, em doses quase homeopáticas.

Esse modelo de publicação tem várias vantagens comerciais, pois permite que se obtenha retorno financeiro de um título de sucesso por vários anos, não só na forma de vendagens da revista, mas na forma de publicidade (propagandas na revista), animes, figuras de ação, brinquedos, jogos eletrônicos, etc. Também é um modelo menos arriscado, pois, se uma obra não fazer sucesso, ela pode ser cortada da revista e substituída por alguma outra mais promissora. E, mais, caso uma série tenha problemas, estes podem ser corrigidos conforme a publicação da mesma ocorre.

Basta comparar com um filme ou um livro que geralmente são obras apresentadas como uma peça única. Os investidores só tem uma chance de obter lucros e quando não se tem certeza a respeito do sucesso do comercial prévio de uma obra, investir não se difere de fazer uma aposta arriscada.

Desde o começo do século XX, apresentar obras de forma fragmentada tem se tornado uma prática comum. É no século XX que as trilogias, sequências e obras dividas em múltiplas partes tem se popularizado, desde as comics americanas e as revistas Pulp no começo do século até as novelas brasileiras, séries de TV americanas e os próprios mangás e animes japoneses na atualidade. Dividir uma obra não apresenta apenas vantagens comerciais, também pode ser algo necessário se a sua obra for muito grande para se encaixar em algum dos formatos comercialmente viáveis. Por exemplo, é inviável vender um livro de 2000 páginas, o mesmo vale para um filme de 7 horas ou um post de 12 páginas.

Dividir uma obra também permite que se possa almejar um sucesso comercial ainda maior usando as partes para propagandear as demais partes. Uma das partes da obra pode criar expectativa (hype) para a outra parte da obra se estas forem publicadas em ordem cronológica através de um final inconclusivo, abrupto ou dividindo a obra em um momento de clímax de forma a deixar o leitor/espectador curioso com “o que vai acontecer depois”.

Com os mercados de obras serializadas já bem estabelecido este elemento de “o que vai acontecer depois” tornou-se de suma importância para quem quisesse obter sucesso comercial nesse meio. Uma parte da obra não poderia ser só boa por ela mesma, ela também teria que motivar o leitor a comprar a próxima parte, pois isso praticamente asseguraria o sucesso comercial da próxima parte. Esse aspecto tem que ser lidado com cuidado porque uma obra que essencialmente motiva o consumidor a comprar as próximas partes, pode se distorcer e, de fato, nunca responder a expectativa que ela mesma cria. Torna-se uma obra vazia e frustrante para o leitor. Passa a sensação de tempo e dinheiro perdido que nenhum consumidor quer ter ao comprar algo para o seu entretenimento.

Entretanto, isso não significa que tenha sido uma perda completa. Mesmo que seja consenso que uma obra desse tipo é uma porcaria, isso não quer dizer que tenha sido um falha comercial. Se, em algum momento, o título vendeu bem, pode se considerar até que foi um sucesso já que o dinheiro é a coisa mais importante no meio.

E é aí que mora o perigo. No momento que você considera um sucesso um título que é uma porcaria, já se está pisando num território perigoso.

Profissionalismo, Arte e Entretenimento

Ser profissional é ter como objetivo fazer uma obra que entretenha o mais número possível de pessoas ou é fazer uma obra que venda bastante? Ou é um pouco dos dois? O primeiro problema de Bakuman e do sistema de questionários da Jump é que eles ignoram completamente estas questões e reduzem a resposta ao problema a “obter boas posições nas ToCs”. O sistema é essencialmente um medidor de popularidade dos capítulos recentes dos mangás publicados, mas ele é tratado em Bakuman como um medidor absoluto de qualidade. Os autores representados em Bakuman escrevem mangás com o objetivo de obterem boas posições nas ToCs e se dão por satisfeitos assim que as conseguem, pois, para eles, aquilo é prova suficiente da qualidade e sucesso do seu trabalho.

Claro que Bakuman ainda é um mangá Shounen destinado ao público adolescente e, por causa disso, retrata o universo dos Mangakas da Jump de forma muito mais competitiva do que ele provavelmente é. Competição é um dos elementos básicos shounen.

Ainda sim, é preocupante ver a dupla Ashirogi Muto ficando tão obcecada com posições nas ToCs e usando isso como argumento absoluto para definir quem entre ela e o seu rival, Niizuma Eiji, é o melhor Mangaka. Eles praticamente não se importam com a obra que escrevem desde que fiquem na frente de Eiji nas ToCs. Isso é realmente profissionalismo? Para eles é, pois, por mais que se possa argumentar que talvez o primeiro lugar típico da ToC talvez não seja o melhor mangá, eles vêem o sistema como prova absoluta de quem é melhor e de quem está fazendo a melhor obra. Os objetivos coincidem (fazer uma boa obra e ser melhor que o Eiji).

Isso é uma visão inocente e simplista demais. As coisas são mais complicadas que isso.

Um mangá que esteja em primeiro na ToC, provavelmente é o mangá mais popular da Jump atualmente, pois a ToC indica que muitas pessoas votaram nele nos questionários. E é possível dizer também que o seus volumes atuais terão boas vendas e que os leitores gostam do título por agora. Percebe? Há “provável” e “atual” demais. O sistema não dá certezas nem no momento atual quer se diga no futuro. Ele só reflete a opinião geral dos leitores da Jump no presente e é arriscado tirar qualquer outra conclusão além de níveis de popularidade. Logo, é óbvio que definir qualidade apenas por ela está fora de questão. Acredito que popularidade atual de um título pode ter relação com sua qualidade. E é só isso, resume-se a um “pode”.

Na minha opinião, ser profissional como Mangaka da Weekly Shounen Jump é ter como objetivos principais: fazer uma obra gostosa de ler e acessível para o público-alvo (adolescentes), fazer algo que venda bem e que seja comercializável (da qual possa se adaptar animes, vender brinquedos, etc) e permitir que essas características se mantenham por algum tempo (que não tenha apenas lampejos de qualidade, que isso seja algo duradouro) e como objetivos secundários: propor novas tendência e gêneros, inovar, atingir um público maior que o inicial, fazer uma obra indiscutivelmente boa.

Substituir isso tudo por “ir bem nas ToCs” não subentende nenhum dos objetivos anteriores. As ToCs medem popularidade momentânea, e apenas isso. Os objetivos secundários sequer são minimamente necessários para atingir boas posições nela quando de fato são importantes quando se fala em performance comercial da revista a médio e longo prazo.

E também existe o lado filosófico dessas coisas. A Shounen Jump é uma revista comprada por quem busca entretenimento, logo a atitude profissional de um Mangaka da mesma casa com isso. Mesmo assim, é praticamente impossível criar entretenimento de qualidade sem este ter algum lado artístico. Arte, por si só, é algo egoísta, é uma plataforma pela qual um artista pode expressar seus sentimentos e opiniões dele da maneira quiser não se importando muito com o espectador necessariamente; logo, não tem motivações comerciais (o que não significa que não possa atingir sucesso comercial), mas a inovação e as novas tendências surgem de dentro da arte quando alguém faz algo que é diferente do que já existe. Além disso, arte é algo muitas vezes emocional, e emoção é algo que pode ser necessário por na sua obra se você quiser atingir o espectador em cheio. Os leitores conseguem captar os sentimentos do autor quando este é competente, e uma obra com feeling costuma marcar o leitor. E em contrapartida uma obra sem sentimentos com intenções puramente comerciais costuma afastar leitores.

Uma obra com um lado artístico ganha legitimidade. Ganha emoção, ganha intenções (algum tipo de moral ou opinião que o autor queira passar) e, principalmente, dá prazer ao Mangaka que a escreveu. Um Mangaka que gosta e tem amor pelo que faz é um autor que tem menos problemas ao escrever e mais satisfação ao ver sua obra publicada, é menos obcecado por vendas e mais interessado em qualidade, que, eventualmente, se converterá em vendas se este for competente.

E nada disso é mensurável pela ToC… Quem acreditaria que esta coisa ainda é usada como parâmetro de avaliação para alguma coisa? E o pior é que ela causa ainda mais problemas. O sistema de questionário aborta muita coisa e distorce o andamento de muitas obras negativamente. Não basta simplesmente parar de ver a ToC como um índice de qualidade. O simples fato de ela estar ali e de que posições ruins nela significam cancelamento já causa mais alguns problemas bem complicados.

Se virando” na Jump

Jinrui wa Suitai Shimashita, anime da temporada de Verão de 2012, em seu 4º episódio, faz uma crítica ao mercado dos mangá. As personagens ficam presas dentro de um mangá e tem que “desenhá-lo de dentro” com o objetivo de criar um título popular para que pudessem escapar dali. A estratégia empregada por uma das personagens é fazer o máximo possível de cenas dramáticas no fim dos capítulos com o fim de gerar mais hype possível. No fim, o mangá até ficou popular por algum tempo, mas acabou perdendo popularidade quando a história encheu-se de inconsistências (as cenas dramática nunca tinham explicação) e os espectadores cansaram das cenas dramáticas. Por fim, de algum jeito as personagens escaparam, mas não antes de terem o seu mangá cancelado.

Esse tipo de problema pode ser visto na Jump. Como a popularidade em qualquer instante da publicação de um mangá na revista é o parâmetro usado para definir o que é (ou não) cancelado ou o que faz (ou não) sucesso, torna-se necessário causar impacto nos leitores em TODOS os capítulos.

Isso condiciona os mangás presentes na Jump a serem imediatistas, a apresentarem as suas histórias em capítulos únicos ou em arcos curtos. É perigoso demais tentar uma saga mais longa e complexa, com partes “sem graça”, mas que venham contribuir para a qualidade da história e para futuros clímaxes. As partes “sem graça” podem afundar o seu mangá nas ToC e, antes que a série possa reagir, ela pode ser cancelada. É arriscado demais, principalmente para mangás novatos.

O resultado é que os títulos seguem estruturas muito fragmentadas, com histórias curtas e, geralmente, muito dramáticas, com acontecimentos importantes acontecendo a todo capítulo, revelações bombásticas, lutas épicas, etc, ou seja, com um clímax a cada capítulo. O almanaque da Jump vira um desfile de pavões, onde cada um tenta aparecer mais que o outro a todo momento.

E o pior é que o sistema também desencoraja planejamento a longo prazo. Definir aspectos futuros da história significa ter menos liberdade no presente já que se define também qual vai ser o direcionamento do mangá. Por exemplo, é problemático para o autor se um determinado personagem torna-se pouco popular e este for necessário para uma trama futura. Modificá-lo se torna impossível. Não há como reagir nas ToCs sem encher a história de inconsistências

Definir pouca coisa ou nada, é muito mais simples. O autor pode moldar a série como quiser, se um personagem não for popular, ele pode simplesmente descartá-lo e trocá-lo por algum melhor.

O problema disso é que o mangá passa a essencialmente a “se virar”. Passa a ser constituído por um arco curto depois do outro, depois do outro, depois do outro e assim em diante, sem nunca mostrar algum tipo de evolução já que a sucessão de arcos não trabalha para chegar num objetivo.

Isso pode ser claramente identificado em Bleach, um dos queridinhos dos fãs da Jump. Bleach tem uma saga no qual pode se identificar um planejamento da história a médio prazo: a Soul Society. Depois dela, o mangá passa a “se virar”. Isso se torna bem visível a partir da saga de Karakura onde o mangá passa a ser constituído basicamente de “clímaxes” a quase todo o capítulo sendo sempre algum tipo de poder novo overpower, chegada de um novo personagem muito poderoso, traições, transformações, etc. Claro, nenhum deles realmente é um pico de qualidade do mangá, porque nem antes quanto depois houve algum tipo de legitimação do clímax. Nenhum deles causou impacto na real na história, pois os personagem recém-chegados caíam como moscas diante do Aizen. O mesmo vale para os novos poderes que eram inúteis contra ele.

Nada foi significativo com exceção do sacríficio dos poderes do próprio Ichigo de forma a finalmente derrotar o Aizen (claro que o Ichigo recuperou os poderes depois, porque é arriscado demais ter um protagonista sem poderes num Battle Shounen. Isso  representa um sério perigo de cair nas ToCs).

O ápice dessa decadência acontece no arco dos Quincys onde uma revelação surpreendente é feita praticamente a cada capítulo, mas nenhuma delas tem algum tipo de preparação feita antes (para que de fato sejam surpreendentes) e também algum tipo de real impacto na história depois. São completamente vazias.

Entretanto, a real dimensão do impacto do Sistema de Questionários da Jump é percebido quando as séries terminam.

Reborn é um bom exemplo. Tão conveniente que é de se suspeitar que a Amano o fez como uma crítica sútil às ToCs (isto é, se você der este crédito a Amano e considerá-la capaz de fazer isso).

O final de Reborn acontece depois da saga dos Arcobalenos retratando a vida do Tsuna após todas as sagas pelas quais ele e o resto dos personagens passaram. Ela é essencialmente a mesma de antes, Tsuna continua sendo um “bom para nada”, tímido, fraco e incapaz de declarar seu amor pela Kyoko mesmo depois de tudo. Claro, ele agora tem amigos, pelo menos já é alguma coisa; entretanto, a ausência de evolução do Tsuna revela o quão pouco a sucessão de arcos foi capaz de mudá-lo, ou seja, de evoluir a história. Os arcos apenas se sucediam, não contribuíam para nada. Era simplesmente injusto fazer o Tsuna virar, do nada, um personagem diferente, afinal nada no mangá contribuiu para isso. Também, se vêem outros efeitos da pressão dos questionários sobre a história: o quanto os poderes dos personagens mudam de saga para saga, a ambientação, entre outras coisas. É quase como se o mangá se reinventasse a cada saga, sendo isto algo que não é necessariamente bom.

Como não existe um desenvolmento real nas sagas, o fim de uma série perde o seu sentido. Um fim só é um fim porque toda a série culmina nele. As sagas de Reborn, por exemplo, foram moldadas com o objetivo de manter mangá popular, não de conduzi-lo para um fim digno. O resultado é que o fim de um mangá na Shounen Jump significa apenas que ele parou de ser publicado e não que houve algum tipo de conclusão real.

Isso é um problema sério, pois, na minha opinião, uma história sempre tem começo, meio e fim. Se ela não tem um desses, não é possível sequer chamá-la de história.

Na próxima parte: O quão distorcida é a ideia de um mangá ideal apresentada por Bakuman. Porque Assassination Classroom é um dos primeiros mangás publicados na Jump que seguem essa ideia. O que Dragon Ball tem a ver com Beethoven. O quão infrutífera e prejudicial é a busca da Jump por sua galinha dos ovos de ouro. E quem, no fim das contas, escreve a Jump?

O que foi? Não posso nem mesmo hypar a próxima parte do meu próprio post? =D

Parte 2: AQUI

Fim da Parte I

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4 respostas para Bakuman e o Sistema de Questionários da Jump (Parte I)

  1. Everstill disse:

    To achando interessante esse post sobre a Toc. Quero ver o que será falado sobre AC e DB no próximo. Principalmente sobre um gag vencendo os battle shounen, na Battle Shounen Jump.

    • erequito disse:

      Já saiu a segunda parte que fala a respeito dessas coisas. Porém, o texto do Kes é bem melhor do que o meu para analisar qual é a de AC. Por mim, eu noto várias influências negativas da ToC e da Jump no mangá, mas como AC ainda é um fenômeno meio inédito não dá para falar muito. Pode ser que fique espetacular no espaço de alguns meses. No fim, eu acho que a gente deve esperar um pouco e ver qual vai ser o impacto de AC numa escala maior de tempo. Sendo até o meio do ano que vem uma estimativa decente.

  2. rafael dos santos tomas disse:

    gostei bastante dessa primeira parte retratpou muito bem a situação de bleach
    vou ir ver a segunda parte depois comento mais

    • erequito disse:

      Bleach é um possível bom exemplo de mangá que possívelmente decaiu por causa da pressão da Jump e das ToCs. Acho que a imcompetência do Kubo tem dedo nisso, mas também duvido que ela seja a principla culpada já que ele mostrou que pode fazer uma saga decente quando quer (ou quando deixam ele).

      Algo interessante é expandir esse raciocínio e ver o que esses vícios que a ToC condiciona estão causando nos mangás atualmente publicados na revista. Não apenas no que foi cancelado, mas no que ainda está sendo veiculado e está “se virando” na publicação.

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