Primeiras impressões – Sword Art Online

Baseado na obra máxima de Reki Kawahara (autor do mediano Accel World), Light Novel que também conta com ilustrações de Abec, Sword Art Online teve uma das melhores estreias da temporada  – a melhor, ao lado de Natsuyuki Rendezvous – e com uma história capaz de agradar grande parcela do fandom. No entanto, deixou a desejar em alguns pontos.

A história se passa em 2022, período em que foi desenvolvido um MMORPG chamado Sword Art Online, capaz de causar uma imersão perfeita, ou seja, uma realidade virtual que parece ser tão real quanto o mundo em que vivemos. Todos os jogadores ficaram impressionados com este novo e interessante universo, até que são surpreendidos quando o criador do jogo, Kayaba Akihiro, declara que a única forma de retornar ao mundo real seria chegar no centésimo andar do Aincrad e derrotar o boss final, assim, zerando o jogo. Para completar, morrer no jogo também significa a morte no mundo real.

O universo abordado é muito promissor, principalmente por ser extenso o suficiente para abrir vários caminhos a serem explorados. Infelizmente, não foi algo bem desenvolvido nos dois primeiros episódios, pelo fato do anime ser genérico demais. Além disso, a relação entre os personagens também foi extremamente corrida e pouco desenvolvida, ao ponto do espectador não conseguir sentir o feeling da despedida de Klein ou da morte de Diabel.

A animação, da qual é responsável o bom, mas simplista demais, A-1 Pictures é acima da média, porém não consegue se destacar como acontece em outros animes (Tengen Toppa Gurren-Lagann ou o atual Fate/Zero). Da mesma maneira, a trilha sonora composta pela competente Yuki Kajiura casa perfeitamente com o anime, sendo utilizada quando necessário. Mesmo assim, não é tão impactante quanto outros de seus trabalhos, também não conseguindo ser nada além de boa.

A direção fica a cargo de Tomohiko Itou (Occult Academy), que faz um ótimo trabalho ao apresentar o mundo virtual de forma bem natural e o desespero dos jogadores após descobrirem os perigos deste novo mundo. Também vale ser ressaltado belos cenários que são utilizados para mostrar o quão grandioso é o Sword Art Online.

Os personagens são carismáticos, mas como disse anteriormente, com um desenvolvimento duvidoso, genérico. Nosso protagonista, Kirito, pouco se difere do comum protagonista de battle shonen e tem seus momentos, como no final do segundo episódio,  quando foca a atenção de todos nele para que não ouvesse confusão. Já Asuna sofreu bastante com a adaptação, pouco foi mostrado da personagem e acredito que isso pode causar problemas no decorrer do enredo.

Uma única palavra resume o início de Sword Art Online: bom. Não parece que será o excelente anime que eu esperava, mas provavelmente um dos melhores da temporada. A abertura – uma das minhas favoritas de Julho –  crossing field, da LiSA, resume o que o anime se propõe a ser:  simples e divertido, capaz de agradar tanto normalfags que lamentam o final de Bleach quanto os otakus que buscam um anime aventuresco nessa temporada dominada pelo moe. Também é obrigatório se você for um gamer, já que é muito interessante se imaginar dentro do seu jogo favorito.

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